Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar
Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar
Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô
Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
terça-feira, 4 de junho de 2013
Gostaria de apresentar um pequeno trabalho (pesquisa)tendo como suporte o quadro teórico da Análise do Discurso na sua interface com a Linguística Aplicada, direcionada a análise e a reflexão sobre práticas escolares que envolvem o ensino do texto - leitura e produção - em língua materna. É um trabalho muito importante e, com certeza, será muito últil para todos os professores de língua portuguesa.
Prof. Almir Monteiro
Prof. Almir Monteiro
Cálice
Chico Buarque
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
MONOSSÍLABOS
São acentuados os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s”.
Ex: lá, cá, já, gás, pé, fé, mês, três, pó, dó, nó, nós, pôs
Não se acentuam os monossílabos terminados em:
- i(s): ti, bis
- u(s): tu, nus
- az: paz
- ez: vez
- oz: voz
Também não se acentuam os monossílabos átonos:
- artigos definidos
- conjunções
- preposições
- pronomes oblíquos
- contrações (da(s), do(s), na, nos)
- pronome relativo
RELEMBRANDO
Oxítonas: sílaba tônica é a última sílaba da palavra.
Paroxítona: sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra.
Proparoxítona: sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra.
OXÍTONAS
São acentuados os oxítonos terminados em:
- A(s): sabiá
- E(s): café
- O(s): cipó
Todas as palavras oxítonas terminadas em “em (éns)” recebem acento agudo se tiverem mais de uma sílaba: recém, parabéns.
PAROXÍTONAS
São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em:
- ão(s): bençãos
- ã(s): ímã
- ei(s): vôlei
- i(is): lápis
- us: Vênus
- um: álbum
- uns: álbuns
- r: caráter
- x: tórax
- n: hífen
- l: túnel
- ons: prótons
- ps: bíceps
Os paroxítonos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s” e em “em (ens)” não são acentuados.
Ex: fora, ele, bolos, ordem
Os prefixos terminados em “i” (semi) e “r” (super) também não recebem acento.
As palavras paroxítonas terminadas em ditongo (duas vogais na mesma sílaba) são acentuados.
Ex: se-cre-tá-ria, á-gua, tê-nue, núp-cias, fa-mí-lia
Caso a palavra termine em hiato (duas vogais em sílabas separadas), não haverá acento.
Ex: se-cre-ta-ri-a, ele ma-go-a, ele a-ve-ri-gu-a, ne-crop-si-a, ele in-flu-en-ci-a
“Tu côas”, “ele côa” são os únicos hiatos que recebem acento.
PROPAROXÍTONASa
Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Ex: máquina, tímido, fábrica
OUTROS CASOS
Acentuam-se as formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” seguidas dos pronomes la(s) ou lo(s). Ex: dá-lo, pô-los
Somente o verbo pôr recebe acento. Seus derivados, não. Exemplo: expor, impor
- Quê: só recebe acento quando está substantivado ou no fim da frase. Exemplos:
- Ele tem um “quê” muito especial. (substantivo)
- Procura não sabe bem o quê.
Os verbos do grupo “crê-dê-lê-vê” (crer, dar, ler e ver) terminam em “êem”.
- Eles crêem (presente do ind.)
- Que eles dêem (presente do subj.)
- Eles lêem (presente do ind.)
- Ele vêem (presente do ind.)
- Esta regra também se aplica aos derivados: prever, rever
As palavras terminadas em “ôo(s)” recebem acento circunflexo. Exemplo: vôo, enjôo, magôo
Os derivados dos verbos “ter” podem terminar de duas formas no presente do indicativo: “ém” (3ª pessoa do singular) e “êm” (3ª pessoa do plural).
- Ele detém – eles detêm
- Ele mantém – eles mantêm
- Ele contém – eles contêm
Os derivados de “vir” (intervir, convir) terminam em “ém” 3ª pessoa do singular e em “êm” 3ª pessoa do plural no presente do indicativo.
- Ele intervém – eles intervêm
- Contem (verbo contar)
- Contém ( A garrafa contém querosene)
- Contêm ( As garrafas contêm querosene)
- Contêem (não existe!)
- Provem (verbo provar)
- Provém (O tecido provém da China)
- Provêm (Os tecidos provêm da China)
- Provêem (verbo prover – “Os armazéns se provêem do necessário.)
- Apôio (não existe!)
- Apoio (preciso de seu apoio)
- Apóio (verbo – Eu apóio você)
ACENTOS DIFERENCIAIS
Servem para diferenciar uma palavra quando esta é uma preposição, ou um verbo, ou outra entidade gramatical.
Exemplos:
Para: preposição
Pára: verbo
Pôr: (acento só no infinitivo)
Por: preposição
Péla: verbo pelar
Pela: contração
TREMA
Devemos usar o trema na vogal “u”, quando ela for pronunciada e átona, antecedida de “Q” ou “G” seguida de E ou I.
EX: freqüente, tranqüilo, agüentar, pingüim
MONOSSÍLABOS
São acentuados os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s”.
Ex: lá, cá, já, gás, pé, fé, mês, três, pó, dó, nó, nós, pôs
Não se acentuam os monossílabos terminados em:
- i(s): ti, bis
- u(s): tu, nus
- az: paz
- ez: vez
- oz: voz
Também não se acentuam os monossílabos átonos:
- artigos definidos
- conjunções
- preposições
- pronomes oblíquos
- contrações (da(s), do(s), na, nos)
- pronome relativo
RELEMBRANDO
Oxítonas: sílaba tônica é a última sílaba da palavra.
Paroxítona: sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra.
Proparoxítona: sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra.
OXÍTONAS
São acentuados os oxítonos terminados em:
- A(s): sabiá
- E(s): café
- O(s): cipó
Todas as palavras oxítonas terminadas em “em (éns)” recebem acento agudo se tiverem mais de uma sílaba: recém, parabéns.
PAROXÍTONAS
São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em:
- ão(s): bençãos
- ã(s): ímã
- ei(s): vôlei
- i(is): lápis
- us: Vênus
- um: álbum
- uns: álbuns
- r: caráter
- x: tórax
- n: hífen
- l: túnel
- ons: prótons
- ps: bíceps
Os paroxítonos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s” e em “em (ens)” não são acentuados.
Ex: fora, ele, bolos, ordem
Os prefixos terminados em “i” (semi) e “r” (super) também não recebem acento.
As palavras paroxítonas terminadas em ditongo (duas vogais na mesma sílaba) são acentuados.
Ex: se-cre-tá-ria, á-gua, tê-nue, núp-cias, fa-mí-lia
Caso a palavra termine em hiato (duas vogais em sílabas separadas), não haverá acento.
Ex: se-cre-ta-ri-a, ele ma-go-a, ele a-ve-ri-gu-a, ne-crop-si-a, ele in-flu-en-ci-a
“Tu côas”, “ele côa” são os únicos hiatos que recebem acento.
PROPAROXÍTONASa
Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Ex: máquina, tímido, fábrica
OUTROS CASOS
Acentuam-se as formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” seguidas dos pronomes la(s) ou lo(s). Ex: dá-lo, pô-los
Somente o verbo pôr recebe acento. Seus derivados, não. Exemplo: expor, impor
- Quê: só recebe acento quando está substantivado ou no fim da frase. Exemplos:
- Ele tem um “quê” muito especial. (substantivo)
- Procura não sabe bem o quê.
Os verbos do grupo “crê-dê-lê-vê” (crer, dar, ler e ver) terminam em “êem”.
- Eles crêem (presente do ind.)
- Que eles dêem (presente do subj.)
- Eles lêem (presente do ind.)
- Ele vêem (presente do ind.)
- Esta regra também se aplica aos derivados: prever, rever
As palavras terminadas em “ôo(s)” recebem acento circunflexo. Exemplo: vôo, enjôo, magôo
Os derivados dos verbos “ter” podem terminar de duas formas no presente do indicativo: “ém” (3ª pessoa do singular) e “êm” (3ª pessoa do plural).
- Ele detém – eles detêm
- Ele mantém – eles mantêm
- Ele contém – eles contêm
Os derivados de “vir” (intervir, convir) terminam em “ém” 3ª pessoa do singular e em “êm” 3ª pessoa do plural no presente do indicativo.
- Ele intervém – eles intervêm
- Contem (verbo contar)
- Contém ( A garrafa contém querosene)
- Contêm ( As garrafas contêm querosene)
- Contêem (não existe!)
- Provem (verbo provar)
- Provém (O tecido provém da China)
- Provêm (Os tecidos provêm da China)
- Provêem (verbo prover – “Os armazéns se provêem do necessário.)
- Apôio (não existe!)
- Apoio (preciso de seu apoio)
- Apóio (verbo – Eu apóio você)
ACENTOS DIFERENCIAIS
Servem para diferenciar uma palavra quando esta é uma preposição, ou um verbo, ou outra entidade gramatical.
Exemplos:
Para: preposição
Pára: verbo
Pôr: (acento só no infinitivo)
Por: preposição
Péla: verbo pelar
Pela: contração
TREMA
Devemos usar o trema na vogal “u”, quando ela for pronunciada e átona, antecedida de “Q” ou “G” seguida de E ou I.
EX: freqüente, tranqüilo, agüentar, pingüim
Simulado ENEM
TEXTO I
Onde está a honestidade?
Você tem palacete reluzente
Tem joias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança ou parente
Só anda de automóvel na cidade…
E o povo pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?
O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e felicidade…
Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente…
Você tem palacete reluzente
Tem joias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança ou parente
Só anda de automóvel na cidade…
E o povo pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?
O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e felicidade…
Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente…
ROSA, N. Disponível em: http://www.mpbnet.com.br.
Acesso em: abr. 2010.
Acesso em: abr. 2010.
TEXTO II
Um vulto da história da música popular
brasileira, reconhecido nacionalmente, é Noel Rosa. Ele nasceu em 1910,
no Rio de Janeiro; portanto, se estivesse vivo, estaria completando 100
anos. Mas faleceu aos 26 anos de idade, vítima de tuberculose, deixando
um acervo de grande valor para o patrimônio cultural brasileiro. Muitas
de suas letras representam a sociedade contemporânea, como se tivessem
sido escritas no século XXI.
Disponível em: http://www.mpbnet.com.br. Acesso em: abr. 2010.
Um texto pertencente ao patrimônio
literário-cultural brasileiro é atualizável, na medida em que ele se
refere a valores e situações de um povo. A atualidade da canção Onde
está a honestidade?, de Noel Rosa, evidencia-se
por meio
por meio
A) da ironia, ao se referir ao enriquecimento de origem duvidosa de alguns.
B) da crítica aos ricos que possuem joias, mas não têm herança.
C) da maldade do povo a perguntar sobre a honestidade.
D) do privilégio de alguns em clamar pela honestidade.
E) da insistência em promover eventos beneficentes.
B) da crítica aos ricos que possuem joias, mas não têm herança.
C) da maldade do povo a perguntar sobre a honestidade.
D) do privilégio de alguns em clamar pela honestidade.
E) da insistência em promover eventos beneficentes.
| A | B | C | D | E |
Pequeno concerto que virou canção
Não, não há por que mentir ou esconder
A dor que foi maior do que é capaz meu coração
Não, nem há por que seguir cantando só para explicar
Não vai nunca entender de amor quem nunca soube amar
Ah, eu vou voltar pra mim
Seguir sozinho assim
Até me consumir ou consumir toda essa dor
Até sentir de novo o coração capaz de amor
A dor que foi maior do que é capaz meu coração
Não, nem há por que seguir cantando só para explicar
Não vai nunca entender de amor quem nunca soube amar
Ah, eu vou voltar pra mim
Seguir sozinho assim
Até me consumir ou consumir toda essa dor
Até sentir de novo o coração capaz de amor
VANDRÉ, G. Disponível em: http://www.letras.terra.com.br. Acesso em: 29 jun. 2011.
Na canção de Geraldo Vandré, tem-se a
manifestação da função poética da linguagem, que é percebida na
elaboração artística e criativa da mensagem, por meio de combinações
sonoras e rítmicas. Pela análise do texto, entretanto, percebe-se,
também, a presença marcante da função emotiva ou expressiva, por meio da
qual o emissor
A) imprime à canção as marcas de sua atitude pessoal, seus sentimentos.
B) transmite informações objetivas sobre o tema de que trata a canção.
C) busca persuadir o receptor da canção a adotar um certo comportamento.
D) procura explicar a própria linguagem que utiliza para construir a canção.
E) objetiva verificar ou fortalecer a eficiência da mensagem veiculada.
| A | B | C | D | E |
Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando
e caindo em tristeza; mas, de repente, o cavaquinho de Porfiro, acompanhado pelo violão do Firmo,
romperam vibrantemente com um chorado baiano. Nada mais que os primeiros acordes da música crioula
para que o sangue de toda aquela gente despertasse logo, como se alguém lhe fustigasse o corpo com urtigas
bravas. E seguiram-se outra notas, e outras, cada vez mais ardentes e mais delirantes. Já não eram dois instrumentos
que soavam, eram lúbricos gemidos e suspiros soltos em torrente, a correrem serpenteando, como
cobras numa floresta incendiada; eram ais convulsos, chorados em frenesi de amor: música feita de beijos e
soluços gostosos; carícia de fera, carícia de doer, fazendo estalar de gozo.
AZEVEDO, A. O Cortiço. São Paulo: Ática, 1983 (fragmento).
No romance O Cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, as personagens são observadas como elementos coletivos
caracterizados por condicionantes de origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto entre
brasileiros e portugueses revela prevalência do elemento brasileiro, pois
A) destaca o nome de personagens brasileiras e omite o de personagens portuguesas.
B) exalta a força do cenário natural brasileiro e considera o do português inexpressivo.
C) mostra o poder envolvente da música brasileira, que cala o fado português.
D) destaca o sentimentalismo brasileiro, contrário à tristeza dos portugueses.
E) atribui aos brasileiros uma habilidade maior com instrumentos musicais.
| A | B | C | D | E |
TEXTO I
O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias,
mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias,
mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
MELO NETO, J. C. Obra completa.
Rio de Janeiro: Aguilar, 1994 (fragmento).
Rio de Janeiro: Aguilar, 1994 (fragmento).
TEXTO II
João Cabral, que já emprestara sua voz ao rio,
transfere-a, aqui, ao retirante Severino, que, como o Capibaribe, também
segue no caminho do Recife. A autoapresentação do personagem, na fala
inicial do texto, nos mostra um Severino que, quanto mais se define,
menos se individualiza, pois seus traços biográficos são sempre
partilhados por outros homens.
SECCHIN, A. C. João Cabral: a poesia do menos. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999 (fragmento).
Com base no trecho de Morte e Vida Severina
(Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação
entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência
aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta
“Como então dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?“. A resposta à
pergunta expressa no poema é dada por meio da
A) descrição minuciosa dos traços biográficos do personagem-narrador.
B) construção da figura do retirante nordestino como um homem resignado com a sua situação.
C) representação, na figura do personagem-narrador, de outros Severinos que compartilham sua condição.
D) apresentação do personagem-narrador como uma projeção do próprio poeta, em sua crise existencial.
E) descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente do coronel Zacarias.
| A | B | C | D | E |
Quem é pobre, pouco se apega,
é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nem os pássaros de rios e
lagoas. O senhor
vê: o Zé-Zim, o melhor meeiro meu aqui, risonho e habilidoso.
Pergunto: — Zé-Zim, por que é que você não cria galinhas-d‘angola, como
todo o mundo faz? — Quero criar nada não… — me deu resposta: — Eu gosto
muito de mudar… […] Belo um dia, ele tora. Ninguém discrepa. Eu, tantas,
mesmo digo. Eu dou proteção. […] Essa não faltou também à minha mãe,
quando eu era menino, no sertãozinho de minha terra. […] Gente melhor do
lugar eram todos dessa família Guedes, Jidião Guedes; quando saíram de
lá, nos trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindo em território
baixio da Sirga, da outra banda, ali onde o de-Janeiro vai no São
Francisco, o senhor sabe.
ROSA, J. G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento).
Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação
decorrente de uma desigualdade social típica das áreas rurais
brasileiras marcadas pela concentração de terras e pela relação de
dependência entre agregados e fazendeiros. No texto, destaca-se essa
relação porque o personagem-narrador
A) relata a seu interlocutor a história de
Zé-Zim, demonstrando sua pouca disposição em ajudar seus agregados, uma
vez que superou essa condição graças à sua força de trabalho.
B) descreve o processo de transformação de um meeiro — espécie de agregado — em proprietário de terra.
C) denuncia a falta de compromisso e a desocupação dos moradores, que pouco se envolvem no trabalho da terra.
D) mostra como a condição material da vida do
sertanejo é dificultada pela sua dupla condição de homem livre e, ao
mesmo tempo, dependente.
E) mantém o distanciamento narrativo condizente com sua posição social, de proprietário de terras.
| A | B | C | D | E |
O hipertexto refere-se à
escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e
permite ao leitor
o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a
partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo
real. Assim, o leitor tem condições de definir
interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos
tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a
tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de
uma forma de estruturação textual que faz do leitor
simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se
caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura
eletrônica multilinearizado, multissequencial e indeterminado,
realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir
vários níveis de tratamento de um tema,
o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de
profundidade simultaneamente, já que não tem
sequência definida, mas liga textos não necessariamente
correlacionados.
MARCUSCHI, L. A. Disponível em: http://www.pucsp.br. Acesso em: 29 jun. 2011.
O computador mudou nossa maneira de ler e escrever, e o hipertexto pode ser considerado como um novo
espaço de escrita e leitura. Definido como um conjunto de blocos autônomos de texto, apresentado em meio
eletrônico computadorizado e no qual há remissões associando entre si diversos elementos, o hipertexto
A) é uma estratégia que, ao possibilitar caminhos totalmente abertos, desfavorece o leitor, ao confundir os
conceitos cristalizados tradicionalmente.
B) é uma forma artificial de produção da escrita, que, ao desviar o foco da leitura, pode ter como consequência
o menosprezo pela escrita tradicional.
C) exige do leitor um maior grau de conhecimentos prévios, por isso deve ser evitado pelos estudantes nas
suas pesquisas escolares.
D) facilita a pesquisa, pois proporciona uma informação específica, segura e verdadeira, em qualquer site de
busca ou blog oferecidos na internet.
E) possibilita ao leitor escolher seu próprio percurso de leitura, sem seguir sequência predeterminada, constituindo-
se em atividade mais coletiva e colaborativa.
( A ) ( B ) ( C ) ( D ) ( E )
Educação de jovens e adultos
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) se caracteriza como educação pública para pessoas com experiências diferenciadas de vida e de trabalho. É uma modalidade da Educação Básica que garante a jovens e adultos (a partir de 15 anos) o direito à formação na especificidade de seu tempo humano e assegura-lhes a permanência e a continuidade dos estudos ao longo da vida.Novo Acordo Ortográfico Descomplicado
Uso do Hífen
Tem se discutido muito a respeito do Novo Acordo Ortográfico e a grande queixa entre os que usam a Língua Portuguesa em sua modalidade escrita tem gerado em torno do seguinte questionamento: “por que mudar uma coisa que a gente demorou um tempão para aprender?” Bom, para quem já dominava a antiga ortografia, realmente essa mudança foi uma chateação. Quem saiu se beneficiando foram os que estão começando agora a adquirir o código escrito, como os alunos do Ensino Fundamental I.Se você tem dificuldades em memorizar regras, é inútil estudar o Novo Acordo comparando “o antes e o depois”, feito revista de propaganda de cosméticos. O ideal é que as mudanças sejam compreendidas e gravadas na memória: para isso, é preciso colocá-las em prática.
Não precisa mais quebrar a cabeça: “uso hífen ou não”?
Regra Geral
A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som. Em “Helena”, não tem som; em “Hollywood”, tem som de “R”. Portanto, não deve aparecer encostado em prefixos:- pré-história
- anti-higiênico
- sub-hepático
- super-homem
Anti-inflamatório neoliberalismo
Supra-auricular extraoficial
Arqui-inimigo semicírculo
sub-bibliotecário superintendente
Quanto ao “R” e o “S”, se o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá ser dobrada:
suprarrenal (supra+renal) ultrassonografia (ultra+sonografia)
minissaia antisséptico
contrarregra megassaia
Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se unem de jeito nenhum.
- Sub-reino
- ab-rogar
- sob-roda
Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a regra geral: letras iguais, SEPARA.
super-requintado super-realista
inter-resistente
CONTINUAMOS A USAR O HÍFEN
Diante dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“:Ex-diretor, Ex-hospedeira, Sota-piloto, Soto-mestre, Vice-presidente , Vizo-rei
Diante de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE E ACENTO.
pós-tônico, pré-escolar, pré-natal, pró-labore
pró-africano, pró-europeu, pós-graduação
Diante de “pan-, circum-, quando juntos de vogais.
Pan-americano, circum-escola
OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da consoante “F”.
NOTA: Veja como fica estranha a pronúncia se não usarmos o hífen:
Exesposa, sotapiloto, panamericano, vicesuplente, circumescola.
ATENÇÃO!
Não se usa o hífen diante de “CO-, RE-, PRE” (SEM ACENTO)
Coordenar reedição preestabelecer
Coordenação refazer preexistir
Coordenador reescrever prever
Coobrigar relembrar
Cooperação reutilização
Cooperativa reelaborar
O ideal para memorizar essas regras, lembre-se, é conhecer e usar pelo menos uma palavra de cada prefixo. Quando bater a dúvida numa palavra, compare-a à palavra que você já sabe e escreva-a duas vezes: numa você usa o hífen, na outra não. Qual a certa? Confie na sua memória! Uma delas vai te parecer mais familiar.
REGRA GERAL (Resumindo)
Letras iguais, separa com hífen(-).Letras diferentes, junta.
O “H” não tem personalidade. Separa (-).
O “R” e o “S”, quando estão perto das vogais, são dobrados. Mas não se juntam com consoantes.
Mais artigos da série “Novo Acordo Ortográfico Descomplicado”
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
companheiros do ceja
Caros companheiros professores que compõem o blog de língua portuguesa do ceja Canindé, é prazeroso fazer parte desta competente e brilhante equipe de profissionais, que com muita disposição, desenvolve um belissimo trabalho com a comunidade local.
Abraço: Almir Monteiro
Abraço: Almir Monteiro
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Exercícios sobre sintaxe
Caros alunos, estamos no final do nosso curso sobre sintaxe. Foi prazeroso trabalhar com vocês. Estou postando mais duas atividades em relação ao nosso conteúdo e espero retorno de vocês.
Professor: Almir Monteiro
Lei o texto abaixo e, a seguir, responda às questões de 1 a 5.
Lembrança do mundo antigo
Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sobre as pontes,
outros elementos eram azuis, róseo, alaranjados
o guarda civil sorria, passavam bicicletas,
a menina pisou a relva para pegar um pássaro,
o mundo inteiro, a Alemanha , a China, tudo era tranquilo em redor de Clara.
As crianças olhavam para o céu: não era proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo.
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
espera cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim, pela manhã!
Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!
(Carlos Drummond de Andrade, poesia completa. R J, Aguilar, 1973)
1. No poema predomina a coordenação ou a subordinação? Justifique
2. Aponte um exemplo de período simples
3. Aponte um exemplo de período composto formado exclusivamente por orações coordenadas assindéticas.
4. Dê um exemplo de oração coordenada sindética aditiva.
5. Aponte duas orações do texto que apresentam sujeito inexistente.
6. (FCMSCSP) Por definição, "oração coordenada que se prende à anterior por conectivo é denominda de sindética e é classificada pelo nome de conjunção que a encabeça". Assinale a alternativa onde aparece uma coordenada sindética explicativa, conforme a definição.
a) A casaca dele estava remendada mas estava limpa;
b)Ambos se amavam, contudo não se falavam.
c)Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou lavando as vidraças.
d) Chora, que as lágrimas lavam a dor.
e) O time ora atacava, ora defendia e no placar aparecia o resultado favorável.
7. (EFOA-MG) Há período composto em:
a) "Ao lado da dissertação, deveria restaurar-se também o prestígio da tabuada".
b)"...o mesmo não se pode dizer de outros engenhos.
c) "Temos aí, reproduzindo, com a máxima fidelidade, o diálogo."
d)"Aí, então, dodem contar comigo para aplaudir a máquina.
e)"A ojeriza pelo idioma nacional já estava ultrapassando os limites toleráveis."
8. (UNIMEP-SP)
I- Máario estudou muito e foi reprovado!
II- Mário estudou muito e foi aprovado.
Em I e II, a conjução e tem, respectivamente, valor:
a) aditivo e conclusivo
b) adversativo e aditivo
c) aditivo e aditivo
d) adversativo e conclusivo
e) conclusivo e causal.
Um abraço: Almir Monteiro.
Professor: Almir Monteiro
Lei o texto abaixo e, a seguir, responda às questões de 1 a 5.
Lembrança do mundo antigo
Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sobre as pontes,
outros elementos eram azuis, róseo, alaranjados
o guarda civil sorria, passavam bicicletas,
a menina pisou a relva para pegar um pássaro,
o mundo inteiro, a Alemanha , a China, tudo era tranquilo em redor de Clara.
As crianças olhavam para o céu: não era proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo.
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
espera cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim, pela manhã!
Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!
(Carlos Drummond de Andrade, poesia completa. R J, Aguilar, 1973)
1. No poema predomina a coordenação ou a subordinação? Justifique
2. Aponte um exemplo de período simples
3. Aponte um exemplo de período composto formado exclusivamente por orações coordenadas assindéticas.
4. Dê um exemplo de oração coordenada sindética aditiva.
5. Aponte duas orações do texto que apresentam sujeito inexistente.
6. (FCMSCSP) Por definição, "oração coordenada que se prende à anterior por conectivo é denominda de sindética e é classificada pelo nome de conjunção que a encabeça". Assinale a alternativa onde aparece uma coordenada sindética explicativa, conforme a definição.
a) A casaca dele estava remendada mas estava limpa;
b)Ambos se amavam, contudo não se falavam.
c)Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou lavando as vidraças.
d) Chora, que as lágrimas lavam a dor.
e) O time ora atacava, ora defendia e no placar aparecia o resultado favorável.
7. (EFOA-MG) Há período composto em:
a) "Ao lado da dissertação, deveria restaurar-se também o prestígio da tabuada".
b)"...o mesmo não se pode dizer de outros engenhos.
c) "Temos aí, reproduzindo, com a máxima fidelidade, o diálogo."
d)"Aí, então, dodem contar comigo para aplaudir a máquina.
e)"A ojeriza pelo idioma nacional já estava ultrapassando os limites toleráveis."
8. (UNIMEP-SP)
I- Máario estudou muito e foi reprovado!
II- Mário estudou muito e foi aprovado.
Em I e II, a conjução e tem, respectivamente, valor:
a) aditivo e conclusivo
b) adversativo e aditivo
c) aditivo e aditivo
d) adversativo e conclusivo
e) conclusivo e causal.
Um abraço: Almir Monteiro.
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